As pessoas reais por trás dos meus personagens
(Dia 26 de 31 – pedacinhos da história do mundo de Loveandpizza.it 🍕)
Este post foi publicado originalmente como parte da minha jornada de 31 dias pelo universo de Loveandpizza.it. Agora você pode explorar aqui a série completa em português, um pedacinho da história de cada vez. 🍕
Vou confessar uma coisa: quase ninguém em Loveandpizza.it é totalmente inventado. Mas também não é totalmente real. 🫣😅 Cada personagem secundário deste livro é uma mistura de duas ou três pessoas reais transformadas em uma só, o que significa que, se alguma delas algum dia ler o livro, vai ser difícil apontar para um personagem e dizer com certeza: “Ei, essa(e) sou eu!” Esse sempre foi o plano.
Um nome emprestado, não uma pessoa
O nome de Carolina veio de uma das minhas queridas alunas, uma mulher para quem eu adorava dar aulas e que, por sinal, também faz o melhor tiramisù que já comi na vida! 😋 O filho dela se chamava Fabrizio, e gostei tanto dos dois nomes que resolvi pegá-los emprestados para o romance.
E é aí que termina qualquer semelhança. Nem Carolina nem Fabrizio são baseados nas pessoas reais de quem receberam os nomes. Peguei apenas os nomes emprestados e criei duas pessoas completamente fictícias a partir deles.
Mesmo assim, toda vez que escrevo “Carolina” ou “Fabrizio”, ainda penso naquela mãe e naquele filho. É um daqueles pequenos detalhes pessoais escondidos dentro de um romance que significam alguma coisa para quem o escreveu, mesmo que ninguém mais jamais saiba que estão ali.
A combinação mais carinhosa
Algumas das pessoas mais gentis do romance também são as mais fáceis de reconhecer nas suas inspirações reais, embora eu nunca apontasse para alguém e dissesse: “Sim. Essa parte é você.” 😅 A confidente de Carolina, aquela que sempre parece saber exatamente do que ela precisa antes mesmo que ela peça, nasceu de duas das mulheres mais doces que já conheci. Uma delas costumava me esperar nos dias frios e chuvosos de inverno com um chocolate quente já pronto, sem que eu precisasse explicar nada, e prepara um almoço delicioso para mim toda vez que volto a Napoli. (Eu adoro a família inteira dela!) A outra sempre me recebia em casa com um sorriso enorme e ótimos papos e, até hoje, toda vez que volto, nós nos encontramos para tomar chocolate quente. Ela e o filho, que foi meu aluno, também são muito especiais para mim.
Presenteei Carolina com os mesmos pequenos gestos de carinho e amizade que recebi delas, porque significaram tanto para mim que eu não conseguia imaginar deixá-los de fora de um livro que também fala sobre a gentileza que a gente encontra quando está longe de casa.
Carolina também tem um pouquinho de duas irmãs para quem dei aulas quando morava em Napoli. Cheias de personalidade, sempre com uma resposta na ponta da língua, corajosas, curiosas, divertidas, aventureiras e gentis.

Histórias que eu não precisei inventar
Alguns dos meus momentos preferidos do livro não foram inventados.
Em uma das cenas, há um menino de cinco anos com um hábito bastante memorável envolvendo cola e meleca e, acredite, eu não a inventei. Um dos meus alunos fazia exatamente daquele jeito, e eu simplesmente não consegui resistir à vontade de dar esse hábito a um personagem.
Há também outro momento em que um aluno adolescente chega a uma aula usando bem menos roupa do que a ocasião pedia. Isso não aconteceu comigo, mas com uma colega. Só que a história me fez rir tanto quando ela me contou que praticamente exigiu um lugar no romance também.

Por que eu sempre misturo, nunca copio
Nada disso aconteceu por acaso. Cada pessoa real que encontrou um caminho para dentro deste livro, em pequenos pedaços, foi escolhida com cuidado, ou porque eu adorava estar perto dela ou porque, em um ou dois casos, definitivamente detestava. 😒 Mas nunca deixei que uma única pessoa real virasse um personagem inteiro. Sempre foi uma mistura: um trejeito de uma pessoa, uma expressão de outra, um único momento real costurado numa vida que, fora isso, é completamente inventada. Assim, até as pessoas que inspiraram partes deste livro não poderiam apontar para uma página e dizer, com toda certeza: “Ei, essa(e) sou eu!”
As únicas duas pessoas que sabem com certeza são aquelas para quem eu contei diretamente. Minha irmã, a verdadeira inspiração por trás de Carolina, sabe desde o começo. E a mulher que foi a principal inspiração para a melhor amiga de Carolina também sabe agora. Ela sabe que Lisa foi inspirada nela e até me deu permissão para usar uma foto de nós duas em um dos posts. 😊
Não vou fingir que nunca houve uma pequena preocupação por trás de tudo isso: a de que alguém pudesse ler uma cena, se reconhecer um pouco e se sentir exposto em vez de homenageado. Mas acho que, na maioria das vezes, as pessoas se emocionam ao encontrar um pedacinho de si tratado com carinho dentro de uma história, até mesmo um pedaço que nem sabiam que tinham entregado.
Se tem uma coisa que eu gostaria que você levasse deste post, é esta: cada senhor um pouco excêntrico, cada amiga carinhosa esperando com um chocolate quente, cada chefe que fala rápido, tem resposta na ponta da língua e um coração de ouro que você já encontrou na vida poderia muito bem existir dentro de uma história como esta.
Agora é a sua vez: algum escritor, ou mesmo alguém na sua vida que sabe contar uma boa história, já pegou emprestado um pedacinho de você sem que você percebesse de verdade? 👇
Dani. x
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P.S. Loveandpizza.it está voltando em inglês, italiano e português. Garanta sua fatia e você será uma das primeiras pessoas a saber quando sua edição estiver pronta. 🍕
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