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Dez minutos com Luca


Certo. Luca.

Por onde eu começo com Luca? Você já o conheceu rapidamente aqui. Ele é aquele que entra em uma sala como se fosse dono dela e, para ser justa, de certa forma é. O barco, a villa, o sobrenome que abre qualquer porta em Napoli e um sorriso que, muito simplesmente, nunca ouviu um “não”. Ele é charmoso. É generoso. E está absolutamente convencido de que qualquer coisa que tenha decidido é a escolha certa, para ele e para todo mundo “sortudo o bastante para estar por perto”.

Ele aceitou esta entrevista num piscar de olhos. Claro que aceitou. Luca jamais supôs que uma sala pudesse não estar encantada com a presença dele. Vou deixar que ele fale… e você decide o que acha.

Io: Para quem ainda não te conhece, o que você faz?

Luca: [sorriso tranquilo] Empresa da família. Alighieri, você deve conhecer o nome. Balsas, cruzeiros, por toda a Europa, e estamos expandindo, embora o Golfo sempre seja a nossa joia: Capri, Ischia, Sorrento, Amalfi. Meu pai construiu tudo isso. Um dia, vou comandar a empresa. Por enquanto, sou o responsável pela Comunicação, o que basicamente significa que sou aquele que todo mundo fica feliz de ver. [dá de ombros] É um dom.

A man hosting a lively sunset dinner party on a terrace overlooking the Bay of Naples
“O príncipe e sua corte.” 😅 Luca não conquista uma sala. A sala é que se organiza ao redor dele. (Cena imaginada por mim e criada com a ajuda da IA do Canva 🤖)

Eu: E junto com isso vêm a villa em Posillipo, a casa em Capri, o barco…

Luca: Exatamente. Por que fingir o contrário? Eu gosto de coisas bonitas e gosto de compartilhá-las. A vida é melhor com um copo gelado de alguma coisa na mão, num deck ao sol, não acha? Eu só tenho a sorte de ser o dono do deck.

Eu: Estão preparando você para assumir o lugar do seu pai um dia. É uma responsabilidade enorme.

Luca: [o primeiro momento realmente sério] Enorme. Meu pai decide tudo, sempre decidiu. A empresa, a casa, quem senta onde no jantar. [um sorriso irônico] Você aprende a ser homem observando o seu pai, não aprende? E, na minha família, um homem resolve as coisas. Ele provê. Ele assume o controle. Não fica sentado perguntando a todo mundo como se sente a respeito. [abre as mãos] Então, aqui estou eu.

Eu: Então… ouvi falar que tem também uma certa professora de inglês…

Luca: [se anima imediatamente] Ah… a teacher. Carolina. [balança a cabeça com carinho] O que posso dizer? Ela é magnífica. Linda, brilhante, engraçada, discute comigo sobre tudo. Ninguém discute comigo. É a coisa mais interessante!

Eu: Você parece bem encantado.

Luca: Completamente. E pretendo cuidar muito bem dela. Ela chegou aqui sem nada, sem conhecer ninguém. Eu posso dar tudo a ela. A vida boa, os lugares certos, nada com que se preocupar nunca mais. Desde que ela seja a minha garota.

Eu: E Lisa, a melhor amiga de Carolina? A essa altura, vocês já devem se conhecer.

Luca: [uma pausa, vago] Lisa… [a pausa se prolonga] A baixinha? Sim, sim, ela está sempre por perto. Sempre ali, não está? [faz um gesto despreocupado com a mão] Parece simpática. Não é bem do meu círculo. [já olhando para o celular]Enfim… onde estávamos?

Eu: Alguém realmente diz não para você, Luca?

Luca: [ri] Não! Nunca. [depois, mais baixo] Exceto ela. Ela me diz não o tempo todo. Diz que sou mimado, que não escuto, que não posso comprar uma solução para tudo. [sorri] Decidi que adoro isso. É completamente novo para mim.

Eu: Ouvi dizer que ela escolheu se mudar para os Quartieri Spagnoli. O que você acha disso?

Luca: [o sorriso esfria um pouco] Loucura. Aquelas ruazinhas? A minha Carolina? Falei bem claramente o que achava. Ela ouviu? [uma risada curta, agora com outra coisa por trás] Ela nunca ouve. Mas vai mudar de ideia. No fim, elas sempre mudam.

Eu: E se ela não mudar? E se ela só quiser que alguém pergunte?

Luca: [genuinamente confuso] Pergunte o quê? Eu sei o que é melhor para ela. É isso que significa cuidar de alguém. Eu planejo o fim de semana, reservo o restaurante, escolho a villa, assim a vida dela fica fácil. [uma pausa, mais frio] Ela chama isso de “decidir tudo por ela”. Eu chamo de amá-la direito. Não vejo a diferença. E, francamente, ela também não deveria ver.

Eu: Última. Qual foi o gesto mais romântico que você já fez?

Luca: [satisfeito] Uma vez levei uma mulher de helicóptero para jantar em Mônaco. Ela chorou. [completamente satisfeito consigo mesmo] Isso é romance, não acha? Mostrar a alguém a dimensão de tudo o que você pode oferecer.

Eu: E o menor gesto romântico que você já fez? Algo bem pequeno?

Luca: [genuinamente sem resposta, depois se recuperando com naturalidade] …Por que alguém faria uma coisa pequena, quando poderia fazer algo extraordinário?

A well-dressed man in linen looking out over the sea from a cliffside villa terrace on the Italian coast
Linho, vista para o mar e certezas absolutas. Conheça Luca. (Cena imaginada por mim e criada com a ajuda da IA do Canva 🤖)

E aí está… Luca inteiro em uma única resposta. Generoso e possessivo, charmoso e irredutível, absolutamente convencido de que o helicóptero, a villa, o grande gesto impossível de discutir são amor, e completamente incapaz de imaginar que alguém talvez prefira receber algo pequeno, verdadeiro e pedido. Concorde com ele e não existe homem mais caloroso em Napoli. Contrarie e o sorriso esfria um grau, e de repente você percebe que aquele “a minha garota” nunca foi exatamente uma pergunta.

Ele é o grande romance ou o belo erro? 🫣 Não vou dizer absolutamente nada. Essa é praticamente a história inteira.

Mas vou fazer a mesma pergunta que continuei fazendo a ele: você conhece um Luca? Aquele charmoso, generoso, que tem absoluta certeza de que já sabe o que é melhor para você? 👇 (Pode falar a verdade.)

Dani. x

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