Duas capas, quinze anos entre elas
(Dia 31 de 31, migalhas da história do mundo de Loveandpizza.it 🍕)
Este post foi publicado originalmente como parte da minha jornada de 31 dias pelo universo de Loveandpizza.it. Agora você pode explorar aqui a série completa em português, um pedacinho da história de cada vez. 🍕
Antes da capa de Criss Rosu, existia esta:

Esta foi a primeira capa que Loveandpizza.it vestiu, lá em 2011, quando o livro nem estava terminado ainda! 😅🫣 Quero contar um pouco de onde ela veio, porque acho que a história por trás de uma capa quase sempre é mais interessante do que a própria capa.
Uma capa de presente
Naquela época, eu não ensinava escrita. Dava aulas de inglês, e um dos meus alunos, um designer gráfico espanhol realmente talentoso e gentil, se ofereceu para ilustrar a capa para mim como um favor.
Eu disse sim antes mesmo de pensar direito no que aquilo significava, porque a oferta foi tão generosa que eu não conseguia imaginar recusar.
Eu já sabia exatamente como Carolina deveria ser, porque, durante todo o tempo em que escrevia a personagem, imaginava a minha própria irmã mais nova. Então enviei uma foto dela como referência.
Se eu for sincera, ainda acho isso muito fofo.
Entregar para alguém uma foto da sua própria irmã e pedir que transforme aquela imagem numa heroína fictícia exige um tipo bem particular de confiança. E ele pegou aquela foto e me devolveu uma personagem que parecia exatamente com ela e, ao mesmo tempo, exatamente com Carolina.
O que continua igual
Quando olho para as duas capas lado a lado, o que mais me chama a atenção não é o quanto elas são diferentes. É aquilo que permaneceu. A baía e o Vesúvio estão nas duas. Napoli está nas duas, inconfundivelmente ela mesma, recusando-se a ser qualquer outro lugar. E Carolina está nas duas, com seus cachos e presa em algum ponto entre a certeza e a dúvida, exatamente como deveria estar.
O que mudou foi o contexto em que cada uma nasceu.
A capa de 2011 foi criada com muito carinho e praticamente sem orçamento por um designer gráfico que generosamente ofereceu seu trabalho como um favor.
Quinze anos depois, a capa de 2026 foi um trabalho encomendado a Criss Rosu e desenvolvido em colaboração com ela. Passamos semanas refinando juntas a atmosfera, as cores e o simbolismo, porque este relançamento me deu a oportunidade de pensar a capa de uma maneira completamente diferente.
As duas são fiéis ao livro, mas a capa de 2026 foi criada especificamente para acompanhar três edições, em três idiomas, neste novo capítulo da vida de Loveandpizza.it.
(E além! Netflix, estou aqui! 🙋🏻♀️)
Quinze anos entre as duas
É estranho olhar para essas duas imagens ao mesmo tempo.
Existem quinze anos entre elas. E, no meio desses quinze anos, também existem um relançamento inteiro, três idiomas e uma versão de mim que cresceu bastante desde a primeira vez que apertei “publicar”.
Naquela época, eu tinha tão pouca confiança em mim mesma que aceitei aquela primeira capa quase por acaso, simplesmente grata por alguém querer desenhá-la para mim.
Desta vez, passei três semanas trocando e-mails cuidadosamente com Criss, refinando o briefing, acompanhando o trabalho enquanto ele ganhava forma e pedindo pequenos ajustes, porque finalmente acredito que este livro merece esse tipo de atenção.
Não digo nada disso para diminuir a primeira capa.
Tenho um carinho enorme por ela (tenho três exemplares impressos aqui em casa!), e sempre vou ser grata ao talentoso designer gráfico que a criou para mim com tanta generosidade.
O que me emociona é ver quanta coisa aconteceu, comigo e com o livro, entre aquelas duas capas, agora lado a lado na mesma estante.
Quando a capa de 2026 chegou, eu já era uma escritora muito mais confiante do que a mulher que disse sim à primeira sem saber direito nem o que estava pedindo.
A essa altura, eu também já estava mergulhada no meu segundo romance, um livro que pude começar tendo nas mãos tudo aquilo que Loveandpizza.it já tinha me ensinado.
O círculo se fecha
Se você acompanhou toda esta série de 31 posts, já conheceu a capa de 2026.
Agora também conhece o lugar onde tudo começou: nas mãos de um designer gráfico gentil e talentoso que, por acaso, também era um dos meus alunos e que, naquela época, tinha muito mais fé neste livro do que eu mesma.
Quinze anos é muito tempo para carregar uma história por aí. Ainda bem que eu nunca a larguei.
Dani. x
P.S. Entre para a lista do relançamento, se ainda não entrou. É a melhor maneira de saber no momento exato em que cada edição, em inglês, italiano e português, estiver finalmente disponível. 🍕
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